TCDF apura demora de até quatro horas na Farmácia de Alto Custo do DF

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O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou que a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) explique, em até 30 dias, possíveis falhas no atendimento da Farmácia de Alto Custo da Asa Sul, após denúncias de pacientes sobre filas extensas e demora de até quatro horas para retirada de medicamentos.

Conhecido popularmente como Farmácia de Alto Custo, o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) integra as estratégias do Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir acesso gratuito a medicamentos de maior complexidade, geralmente utilizados no tratamento de doenças crônicas, raras, degenerativas ou de alto custo.

Na unidade do DF, são distribuídos medicamentos usados no tratamento de doenças graves como esclerose múltipla, artrite reumatoide, lúpus, hepatites virais, doença de Crohn, epilepsia refratária, insuficiência renal crônica e alguns tipos raros de doenças genéticas e metabólicas. Muitos desses remédios custam milhares de reais por mês e são essenciais para evitar agravamento do quadro clínico, internações e perda de qualidade de vida dos pacientes.

A decisão foi tomada pelo Plenário do TCDF após análise de uma denúncia que apontou possíveis irregularidades na prestação do serviço. Segundo o relato, pacientes chegam a esperar até quatro horas para conseguir retirar medicamentos na unidade, localizada na Estação 102 Sul do metrô.

O documento encaminhado ao Tribunal também relata filas extensas, falta de assentos para pessoas em espera, déficit de profissionais e dificuldades enfrentadas por pacientes debilitados, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, foram apontadas instabilidades no Sistema Hórus, plataforma utilizada para controle da entrega de medicamentos e organização do atendimento.

A Secretaria de Saúde reconheceu o longo tempo de espera pelos medicamentos e o aumento da demanda em determinados períodos do ano. No entanto, as medidas anunciadas pela pasta para reduzir as filas e melhorar o atendimento não foram acompanhadas de documentos que comprovassem a efetiva implementação das ações.

Diante disso, o TCDF determinou que a Secretaria de Saúde apresente documentos sobre as medidas adotadas para enfrentar o problema; informe o andamento da implantação do sistema Sismedex, que foi apontado como alternativa ao Sistema Hórus; e encaminhe dados sobre o tempo médio diário de espera registrado nos últimos três meses na unidade.

Processo: 00600-00004495/2026-15-e

Foto: Agência Brasília