A 3ª Maratona Temática de Saúde Pública, promovida pela Escola de Contas Públicas (Escon) do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), começou nesta segunda-feira (22), reunindo especialistas, gestores e órgãos de controle para discutir soluções que melhorem o atendimento à população. O foco está em práticas que tornem o sistema mais eficiente e centrado no cidadão.
Na abertura, o regente da Escon, conselheiro Renato Rainha, destacou a responsabilidade coletiva com a saúde pública e a necessidade de dar respostas mais efetivas à população. “Não podemos mais aceitar o sofrimento de quem procura um hospital e sai sem atendimento”, afirmou.
Ao longo do dia, os painéis abordaram experiências na gestão da saúde, com destaque para o uso de dados, tecnologia e novos modelos de cuidado. Também foram apresentados caminhos para enfrentar desafios como filas no atendimento, doenças crônicas e a organização dos serviços, com foco em melhorar o acesso e a qualidade.
As discussões reforçaram que inovação, planejamento e integração entre gestores e órgãos de controle são fundamentais para aprimorar o sistema. “Os dados e a tecnologia ampliam a nossa capacidade de decisão e permitem antecipar problemas”, destacou o coordenador do Núcleo de Controle Externo de Avaliação e Monitoramento de Políticas Públicas de Saúde do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE/ES), Lucas Caetano.








Os desafios para ampliar o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS), melhorar a gestão dos recursos e investir em inovação digital marcaram o segundo dia da Maratona Temática do TCDF, realizado nesta terça-feira (23). Os debates destacaram caminhos para tornar o sistema mais eficiente e sustentável.
Durante o evento, especialistas reforçaram que eficiência em saúde vai além de reduzir custos e exige melhor uso dos recursos públicos. “Precisamos discutir como fazer políticas de saúde mais eficientes e compreender que eficiência é diferente de economicidade”, destacou a coordenadora de Atenção Primária do Rio de Janeiro, Ana Luiza Pinto.
Também foi enfatizado o papel dos órgãos de controle na melhoria das políticas públicas e na ampliação do acesso da população aos serviços. “Precisamos trabalhar para que esse dinheiro gere o que realmente importa: ampliar o acesso da população aos serviços de saúde”, afirmou o presidente do Grupo IAG Saúde, doutor Renato Couto.
A maratona também abordou como outros municípios lidam com as dificuldades da saúde pública. O secretário municipal de Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, explicou que desafio do gestor é administrar recursos escassos para obter o maior benefício possível para a população. “A saúde não tem preço, mas tem custo e depende de um orçamento finito”, completou.
A mesa de debate sobre experiências de terceirização da saúde no DF encerrou a 3ª Maratona Temática de Saúde Pública. Na conversa, a diretora executiva do Hospital da Criança de Brasília, Valdenize Tiziani, valorizou o trabalho do controle externo. “O olhar dos tribunais de contas é decisivo. Auditorias e apontamentos obrigaram a gestão a examinar falhas, identificar pontos cegos e corrigir rumos”, comentou.





